Primeiro foi no estado do Arizona e agora é no Texas. Que se passa com as cabeças desses politicos? E quanto a Lula? E Dunga e a ex-procuradora Vera Lúcia, será que estão certos no presente, mas esquecidos do passado e com o futuro incerto? E o historiador André Figueiredo Rodrigues é traidor ou defensor da verdade? Pois é, são vários caminhos para seguir e começo por escrever que apesar do título da coluna, eu defendo que a fuga ao passado, em certas ocasiões é a única escolha possível. No entanto respeito toda e qualquer tradição, seja social, política, cultural e até religiosa, desde que não inibam a liberdade do próximo.
Comecemos pelo Arizona. A lei aprovada recentemente, que permite aos policiais pedir prova de residência legal a quem entenderem, não é de certeza um sinal de progresso. Embora seja uma legalidade entendível, padece de uma cronicidade doentia, que poderá embaraçar todos os que não forem suficientemente claros, tanto na pele como nas palavras. Até Schwarzenegger, o ex-exterminador implacável e agora governador da Califórnia, ironizou que não vai mais no Arizona, por causa da sua dificuldade em falar americanês.
E no Texas, que se passa? Nos próximos 10 anos, os alunos vão aprender que os manuais antigos tinham muitos erros. Algumas das mudanças até defendem os meus ideais judaico-cristãos, mas não entendo a negação de certos fatos, alusivos ao passado hispano do Texas, à escravatura e outros acontecimentos como as lutas das minorias. Os conservadores vão exigir também que os estudantes respondam, que os EUA são uma repúbica e não uma democracia. E ainda foram mais longe, defendendo que a ONU ameaça a soberania dos EUA.
E Lula? Que se passa com ele? Como é que ele está defendendo Cuba e o Irã? Como esqueceu de repente os direitos das pessoas à indignação e as prisões daqueles países repletas de presos politicos? Será que está sofrendo de amnésia? Como esquecer o passado recente na história do Brasil? Será que isso é progresso? Não me parece. Entendo sim, que Lula está saindo da cena política, querendo agradar a gregos e troianos, porque talvez ambicione o lugar de presidente da ONU. Reconheço o sentido de estado de Lula, defendendo a soberania de todos os países, mas progresso por vezes pode ser sinónimo de loucura.
E Dunga e a ex-procuradora Vera Lúcia, vamos uni-los? Sim, claro que sim. Tanto ele com ela, desprezam os opositores. Ele mais polido e ela mais desinibida. Mas o que me choca mesmo é o olhar de ambos. Vivem numa outra dimensão e parece que se esqueceram completamente das próprias origens. Não os posso julgar, mas questiono o progresso que permitiu a Dunga ser o “senhor” do Brasil ns próximas semanas e também as autoridades que autorizaram a adoção em causa.
Milhões de brasileiros ficaram escandalizados ao ouvirem na Globo, que afinal o mártir Tiradentes, não era o “santo” que foram pintando. O historiador André F.Rodrigues defendeu num programa do Jô, que Joaquim José da Silva Xavier não era pobre, tinha pelo menos 5 escravos e queria mesmo era defender os seus póprios interesses. Mesmo reconhecendo que o passado colonialista português, em certos aspectos, abriu feridas ainda não cicatrizadas, não posso esconder a minha alegria ao saber que os 24 inconfidentes, desviaram 643 kilos de ouro.
Voltemos ao título da coluna. Defendo que a verdade do passado deve sempre superar as mentiras do presente, mesmo cheio de sucesso. Defendo que o passado, por mais triste e terrível que tenha sido, pode e deve ser fonte de auxílio nas decisões do presente, quanto a um futuro melhor. Defendo que o passado pode e deve ser julgado, imparcialmente, históricamente e até com recurso à álgebra, para impedirmos loucuras e afins. Finalmente defendo que o perdão é o único sentimento que não precisa de ser explicado. O centro do evangelho de Jesus continua sendo o perdão. Receba perdão, libere perdão e viva feliz.
Wednesday, June 09, 2010
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