Um jovem português estava à venda por 4.000 euros. Ele iria trabalhar como escravo numa mansão em Madrid, capital da Espanha. Depois de ser aliciado por publicidade na internet, ficou iludido pela promessa de uma vida melhor. Na realidade foi raptado, agredido e obrigado durante 3 dias, a viver como um animal, até que policiais portugueses e espanhóis o libertaram. Ele teve muita sorte, pois calcula-se que milhares de jovens, na sua maioria brasileiros e principalmente moças, estão sendo levados de Portugal para outros países, para viverem como escravos domésticos, sem quaisquer direitos.
As autoridades europeias estão atentas e já prenderam alguns dos envolvidos neste deplorável negócio. Joana Wrabetz, uma das autoridades responsável pela resolução da tragédia, explicou que o tráfico de pessoas não está só relacionado com a prostituição. Adiantou que é preciso investir muito para detectar crimes de escravidão na área laboral e também numa nova área do tráfico de pessoas na agricultura e no de mulheres para escravidão doméstica. A procura de uma vida melhor associada à falta de escrúpulos, tanto dos aliciadores como dos futuros patrões, está matando os sonhos de milhares de vidas inocentes.
Quanto vale o seu sonho? Quanto vale a sua vida? Um milhão de dólares, talvez mais ou talvez menos. Nada, muito ou pouco, quem sabe tudo, para alguém que seja dependente de você? Na verdade nós não temos forma de avaliar o valor de uma vida. Qual será o valor de uma mãe ou de um pai ou de alguém que cuida de um outro ser humano, que esteja confinado a uma cama? Qual será o valor da vida de um mendigo? Qual será o valor da vida do presidente dos EUA? E para Deus, quanto nós valemos? Será que Deus valoriza mais a vida de um sacerdote, do que a vida de um dos fiéis da igreja que ele cuida ou deveria cuidar?
Por vezes penso que a nossa origem latina, nos cria mais dificuldades do que vantagens. Parece que por sermos genéticamente sensíveis, ficamos mais vulneráveis do que outras raças. O analfabetismo e a corrupção são sinais de uma cultura herdada da igreja europeia medieval, que enfermou no Brasil e outros países da América Central e do Sul, pela união com a força laboral escravizada do continente africano. Discordo completamente de Gerald D, colunista do Metropolitan News, quando ele escreve que a falta de cultura e a corrupção da classe política brasileira é um dos legados portugueses.
Eu sou português, mas amo de paixão as vidas de dezenas de brasileiros, que Deus entregou aos meus cuidados espirituais aqui em Boston. Só pessoas com uma visão limitada, podem continuar culpando os portugueses pelos problemas do Brasil. Escrever é muito fácil, mas acompanhar e viver perto da realidade, não é para todos. Infelizmente valorizamos demais a vida de alguns e desprezamos demais a vida de outros. A nossa forma de ser nos faz viver as tragédias e escândalos, com muita vivacidade e também com muita curiosidade. Num primeiro momento todos queremos ser ouvidos, mas logo esquecemos.
Nas igrejas evangélicas aqui em Boston, a publicidade está atingindo os limites da civilidade. Algumas lideranças no intuito de manter uma vida (a própria) de qualidade, procuram atrair as vidas de centenas de “crentes”, que circulam de um evento para outro. Prometem a terra e o céu, inventam revelações e valorizam como nunca a vida dos outros, até que eles fiquem na multidão de adeptos e sustentadores. Logo depois serão esquecidos. Quanto vale a sua vida? Se valorize e seja valorizado. Felizmente que para Deus somos todos iguais. Todos temos o mesmo valor para Deus, em Cristo Jesus. Infelizmente bilhões não querem reconhecer Jesus como Salvador. Por favor não seja um desses. Se ligue.
Friday, April 30, 2010
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