Em poucos dias estaremos comemorando mais um aniversário da independência dos EUA. Em Boston na noite de 4 de Julho, sempre se juntam milhares e milhares de pessoas, principalmente americanos, mas também de muitas outras nacionalidades, para assistir aos fabulosos fogos de artifício. Depois de um dia bem passado com a família e com os amigos, quase todo o mundo concorre para a beirinha do Charles River. A alegria e o entusiasmo vão viajar de mãos dadas pelo ar. Ser independente é algo muito bem. Pessoas, famílias, grupos e nações, todos de alguma forma desejam ser independentes.
De uma forma ou de outra, todos os seres humanos ambicionam ser donos do próprio nariz. Infelizmente ainda existem alguns povos e até nações inteiras, subjugadas por outros povos e países. Casos como o Tibete e como a Palestina, sempre são notícia. Relativamente aos palestinos, até eu que sou partidário de Israel, não posso deixar de escrever que também eles precisam de ter um solo pátrio. O desejo da liberdade e da independência, arde em todos os corações, mas infelizmente por causas económicas, políticas e religiosas, muitos continuam vivendo em ambientes de insatisfação e até de terror.
O desejo de Deus é que todos possam viver com independência e em liberdade. No entanto devido ao pecado do orgulho e à ambição pelo poder, milhões continuam sofrendo às mãos de outros. E nesses milhões temos de incluir, um por um, a todos que vivem escravizados a usos e costumes, completamente dependentes de algo muitas vezes desumano. Também precisamos incluir aqueles, que procuram uma vida melhor em outras terras, mas que na sua fragilidade se tornam presas fáceis nas mãos de crápulas e por vezes até de familiares. Claro que precisamos respeitar os direitos e as fronteiras dos outros, mas onde ficou o amor cristão?
Como compreender a vontade que muitos americanos demonstram em ajudar outros povos, muitas vezes até pela força, com a falta de sensibilidade em ajudar parte desses povos, aqui no território americano? Por um lado querem que todos dependam deles, mas por outro lado, querem distância. Eu até compreendo, mas na verdade não podemos ser tão egoístas, ao ponto de não reconhecermos que ninguém mais é independente em termos reais. Até os EUA dependem e cada vez mais da China. Quem pensaria assim à 25 anos atrás? A globalização a todos os níveis, origina que o direito à vida de milhões, dependa de acordos comerciais que infelizmente violam a independência individual e coletiva.
Por outro lado e sendo mais objetivos em termos pessoais, também sentimos que somos cada vez mais dependentes uns dos outros. Dependemos dos nossos pais, da nossa família, dos nossos professores, dos nossos patrões, enfim daqueles que nos lideram. Dependemos até da opinião dos nossos amigos mais chegados e dos que nem se chegam. Dependemos do valor do dólar, para que os nossos dependentes não passem necessidades. Enfim tudo está ligado. Ou pelo menos quase, porque quanto a dependerem de Deus, muitos nem querem saber. Mais importante que tudo nesta vida, é aceitarmos o amor de Deus por nós.
O segredo da verdadeira felicidade é depender de Deus, assim como uma criança depende dos pais. A minha verdadeira independência e a minha verdadeira liberdade, estão no serviço que faço para Deus, através da fé em Jesus. Os injustiçados, cansados e oprimidos precisam confiar ou seja depender de Deus, que certamente os irá defender. Só que por vezes Deus conta com outros seres humanos, para que tal aconteça e é aí que eu e você entramos. Se fizermos a nossa parte, a vida vai ser muito melhor, para todos em todos os lugares. Sei que a maioria dos leitores vieram para os EUA, procurando a independência financeira, mas para ser feliz mesmo, só dependendo de Deus. Se ajude, ajudando.
Saturday, July 10, 2010
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