Tuesday, August 17, 2010

Contra a corrente, procurando o nosso destino.

Uma tartaruga que foi devolvida à liberdade, há quase um ano pelo Zoomarine de Lisboa, está perto da República Dominicana. Prevê-se que chegue à praia onde nasceu há 40 anos daqui a um mês. A Calantha “está a 200 quilómetros a norte da República Dominicana”, disse Élio Vicente, biólogo do Zoomarine que está a acompanhar esta tartaruga e que espera por ovos para daqui a um mês. O destino é Miami e é lá que se espera que aconteça o chamamento da Natureza para uma tartaruga que toda a vida viveu no Aquário Vasco da Gama, em Lisboa. “Isso seria a melhor notícia que poderíamos ter”, confessou Élio Vicente.
A Calantha foi lançada ao mar a 30 de Setembro de 2009 e desde então, já navegou perto da Madeira e de Cabo Verde, antes de seguir em “linha recta” para as Caraíbas. A tartaruga aproximar-se-á da sua “praia de origem”, que é onde as fêmeas costumam regressar, acrescentou. Através dos dados enviados pelo emissor de satélite que a tartaruga tem na carapaça, foi possível perceber que, muitas vezes, nada “contra a corrente”, o que revela que tem “um destino”, explicou o biólogo. O acompanhamento desta tartaruga vai durar ainda mais sete meses e serve para avaliar o sucesso da reintrodução na natureza, de animais que foram cuidados e alimentados durante anos por seres humanos.
Quando li esta notícia, fiquei interessado nas expressões “contra a corrente” e “tem um destino”. Na verdade todos os cristãos, de alguma forma precisam lutar contra a corrente, porque almejam um destino. Eu creio assim e sei de muitos outros que pensam como eu. O que é a corrente? Qual é o destino? Bem, a corrente pode significar tudo o que é contrário à vontade de Deus. E o destino é sem dúvida desfrutar da presença de Deus por toda a eternidade. Sendo assim lutar contra a corrente será defender e agir em conformidade com a vontade de Deus, para atingir o destino final. Assim como a tartaruga procura chegar a Miami, todos os cristãos devem procurar Jesus Cristo.
Aparentemente terminei o parágrafo anterior com uma redundância, pois se aceita que o normal é os cristãos procurarem Jesus, mas será mesmo? Não me parece. O que nós temos “assistido” ao longo dos séculos é uma história bem diferente. Já no primeiro século, Paulo escrevia bem bravo contra os gálatas, os quais estavam virando as costas à singela e peculiar graça de Cristo. Alguns defendiam que era preciso algo mais. Mais tarde a filosofia começou fazendo estragos, nos relacionamentos pessoais entre Jesus e os seus seguidores. Argumentos subtis foram adquirindo direitos especiais, até que piorando tudo ainda mais, a igreja se transformou numa instituição estatal.
Será que o destino final ficou em perigo? Infelizmente sim. A tragédia se estava desenhando. Todo o mundo estava indo na corrente. A cultura institucional ou por outras palavras, a palavra humana poluída, começou a ganhar da água limpa. E finalmente, as Boas Novas foram afogadas ao meio de negócios, para os quais Jesus não foi convidado. Vendo-se na necessidade ou desejando agradar a todos, a religião cristã está abdicando de ser uma referência válida. Os interesses sociais e politicos fazem com que muitos se vendam por um prato de lentilhas, hipotecando todos os direitos de serem verdadeiros atalaias, ao ficarem presos nos corredores do poder. O sucesso tomou o lugar da benção.
Termino escrevendo que defendo a inclusão ativa dos cristãos nas sociedades, mas sou completamente contra as toleradas interferências dos ímpios nos nossos cultos. Se queremos ou precisamos dos “grandes” deste mundo, devemos promover atividades diferenciadas para tal. Precisamos de continuar lutando contra a corrente do mundanismo. Precisamos defender o nosso “alto” destino. Precisamos de honrar o tremendo preço que Jesus pagou por nós. Precisamos de adorar a Deus, em espírito e em verdade, seja nos montes ou nos vales. Precisamos de defender os direitos humanos e lutar pela igualdade dos povos, mas sem comprometer os princípios fundamentais da Palavra de Deus. Sejamos fiéis a Jesus.

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