Sunday, August 29, 2010

Será que perdemos a sanidade mental ou tudo é um negócio?

Que fã quando é fã mesmo, é capaz de tudo para se aproximar do ídolo, todo mundo sabe. Mas você chegaria ao ponto de comprar o vaso sanitário usado por ele? Loucuras à parte, a peça de porcelana usada pelo beatle John Lennon, nos seus momentos reservados, foi vendida em um leilão por 14 mil e 700 dólares. Lennon utilizou o vaso sanitário, quando vivia em Tittenhurst Park com Yoko Ono, entre os verões de 1969 e 1971. Depois a peça foi de propriedade de Ringo Starr até o final dos anos 80. O leilão acorreu durante a 33ª convenção anual dos Beatles em Liverpool. Chegaram ofertas de todas as partes do mundo.
A notícia acima descrita apareceu recentemente em vários meios de comunicação. E eu continuo tendo razão. Até rima. Vamos às perguntas. Será que o comprador comprou para usar ou só para contemplar? Será que ele vai vender mais tarde por um preço maior? Qual o motivo real por trás de tantas ofertas? Para efeitos desta coluna, eu pelo poder em mim constituído, aceito para os fins do meu próprio interesse de que a compra se originou, pela procura de algo que dê a satisfação necessária, nos momentos de tédio da vida do comprador. Até que ponto as pessoas estão dispostas a fazer aparentes loucuras, para chegar “mais perto” dos ídolos?
O dinheiro é do licitador e como tal ele pode fazer como quiser, mas não será um abuso comprar um sanitário por um preço tão elevado? Quando sabemos que mais de 1 bilhão de seres humanos vive de forma miserável, como podemos entender um tão grande desperdício? Mas muito mais importante do que os nossos pensamentos, é o pensamento de Deus. Até onde irá a misericórdia divina, quando tiver de tratar com essas pessoas? E para piorar todos mostraram que idolatram um homem talentoso, mas já morto e que nunca mostrou respeito por Jesus, pois em algumas ocasiões teceu comentários bem ignorantes acerca do Filho de Deus.
Como entender a “copializacão” dos notáveis? Neste mundo que conhecemos pelos olhos da nossa face, todos os dias nos deparamos com cópias. Cópias de quadros, casas, roupas e por aí fora, mas o problema maior está nas cópias humanas. Alguns querem ser iguais ao cantor mais badalado. Outros querem ter cópias das roupas dos famosos. Muitos compram “coisas” semelhantes às “coisas” dos outros, porque assim os alguns talvez sintam inveja deles. Será que estou errado? Não me parece. Infelizmente os “pequenos” deste mundo se tornam ávidos sugadores das vidas dos chamados ilustres, num comércio deplorável que é explorado até nos mais pequenos detalhes.
Um dia destes falei num culto na igreja da qual sou pastor titular, que o Mr.Obama é igual a qualquer outro ser humano, pelo menos quando vai na privada. Porquê? Para justificar a ideia de que todos somos iguais perante Deus. Existem momentos na nossa vida em que riqueza, estudos, posição social e outras coisas mais, de nada valem. Somos pó e muitas vezes não conseguimos entender essa tão grande verdade. Porquê tanta altivez e tanto orgulho? Como tolerar a falta de tolerância por parte daqueles que se julgam mais do que nós? Até onde nós podemos ir no carinho, seguidismo, devoção, sem chegar na idolatria?
No meio evangélico já é corrente a quase idolatria de pastores e cantores. Muitos são homens e mulheres de Deus, que não querem nem desejam tal devoção, mas infelizmente existem muitos outros se aproveitando do estrelato. Cobram exageros e vivem se promovendo, esquecendo que Deus não aceita partilhar a Sua glória com seres humanos. Sou a favor de honrar todos os que trabalham na seara do Mestre, mas sou completamente contra todo o tipo de exageros mediáticos. Importa que Jesus cresça e eu diminua, deve ser o mote de todos os que se dizem seguidores de Jesus. Acabemos com o negócio das religiões.

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