Wednesday, September 29, 2010

Santos, beatos e o caminho para o céu.

Bento XVI beatificou hoje em Birmingham, no centro da Inglaterra, o cardeal britânico John Henry Newman (1801-1890), considerado um dos “pais espirituais” do Concílio Vaticano II, um reconhecido intelectual, que influenciou na formação do cardeal Ratzinger. Esta foi a primeira beatificação dirigida pessoalmente por Bento XVI, ressaltando assim a Newman, para lhe conferir categoria universal. A cerimônia foi celebrada no Cofton Park, nos arredores de Birmingham, perto dos Oratórios de São Felipe Neri na Inglaterra (Grã-Bretanha), fundados pelo cardeal, onde ele está sepultado.
O Papa o proclamou beato diante da presença de 70 mil pessoas, vindas de toda Grã-Bretanha. Após a proclamação foi descoberta uma foto gigante do novo beato colocada no altar maior e soou música sacra, enquanto os milhares de presentes aplaudiram. À proclamação assistiu o ex-juiz e diácono americano Jack Sullivan, de 71 anos, que foi curado de forma inexplicável para a ciência de uma doença incurável na medula espinhal, após rezar a Newman. O Vaticano reconheceu a cura como milagre. Foi anunciado que a festividade do novo beato será em 9 de Outubro, data em que mudou da Igreja Anglicana para a Católica.
Será que Deus esteve na cerimónia em causa? Será que Deus aprova este tipo de exaltação? O que significa ser reconhecido como “beato”? Bem, “beatificação”, é o reconhecimento da santidade de uma pessoa com culto em âmbito local e “canonização”, é o reconhecimento da santidade com a prática do culto universal, conforme o ensino da Igreja Católica. Sendo assim podemos perguntar: Está escrito na Bíblia alguma coisa sobre o assunto? A favor ou contra? Como devemos aceitar todas estas tradições? Será mesmo que os designados “santos” fazem milagres? Ou tudo não passa de uma mera ilusão? Como fica a nossa fé?
Comecemos por Pedro e Paulo, reconhecidos por todos como os “fundadores” da igreja cristã. Não existe nenhuma referência bíblica ou histórica, relacionada com ambos, na qual possamos aceitar a possibilidade de pedirmos a eles favores especiais. Pelo contrário todas as fontes de informação, bíblicas e extras-bíblicas, apontam para se interceder a Deus, únicamente através do nome de Jesus Cristo. Podemos afirmar sem margem de erro, que a veneração de seres humanos, não fazia parte do património original da igreja cristã, sendo até considerada uma prática demoníaca, contrária aos ensinos de Jesus.
O próprio Jerónimo, o tradutor da Vulgata, tradução oficial da Bíblia mais usada pela Igreja Católica, defendeu que as coisas que se inventam e se apresentam como tradições apóstólicas, sem autoridade e testemunho das Escrituras, serão atingidas pela Espada de Deus. Sendo assim e não desmerecendo a santidade de vida de muitos homens e mulheres de Deus, certamente já no Paraíso com Jesus, não posso aceitar estas celebrações como abençoadas. Quem sou eu? Não importa. O fundamental é analisarmos as fontes da nossa fé. Pensemos um pouco em nós próprios, como “transportando” Deus na nossa vida, pelo milagre da tabernaculização do Espírito Santo no coração dos salvos.
Já pensou? Já falou consigo e com Deus? Continuemos. Claro que aceito a autoridade de Deus para realizar atos sobrenaturais, sempre que Ele desejar, mas não aceito que Deus se contradiga a Ele próprio. Será que a Bíblia está errada? A autoridade humana é maior do que a bíblica? Tudo bem. Joguemos fora a Bíblia. Sejamos honestos. Vivamos felizes com a ideia de que tudo podemos. Vivamos na ilusão de que os adultos podem crer pelos infantes, garantindo o céu para sempre, sem arrependimento nem fé dos próprios. Vivamos como deuses imanados das filosofias humanistas, num espiritualismo repleto de tradições, mas vazio da adoração em espírito e verdade. Fui. A primeira pedra está voando.

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