Quanto mais religiosos são os habitantes de um país, mais pobre ele tende a ser. Essa é a conclusão de uma pesquisa Gallup feita em 114 nações e divulgada em Agosto deste ano, que mostra uma correlação forte entre o grau de religiosidade da população e a renda “per capita”. Correlação, vale lembrar, é um conceito traiçoeiro. Quando duas variáveis estão em jogo, é possível que qualquer uma delas seja a causa da outra ou que ambas sejam efeitos de fatores alheios.
Desde o século 19, a sociologia tem preferido apostar na tese de que a pobreza facilita a expansão da religião. “Em geral, as religiões ajudam seus adeptos a lidar com a pobreza, explicam e justificam sua posição social, oferecem esperança, satisfação emocional e soluções mágicas para enfrentar problemas imediatos do cotidiano”, diz Ricardo Mariano, da PUC-RS.
O sociólogo, porém, lembra que há outros fatores: “A restrição à liberdade religiosa, ideologias secularistas e o ateísmo estatal dos países socialistas contribuíram para a baixa importância que sua população atribui à religião”. Já em países democratas, diz Mariano, “modernização, laicização do Estado e relativismo cultural erodiram bastante a religiosidade”.
A maioria concorda que os EUA são a exceção à regra, pois com uma das maiores rendas “per capita” do planeta, 65% dos norte-americanos atribuem importância à fé cristã em sua vida diária. Se pensarmos em outros países de raíz evangélica, também se pode afirmar que os seus naturais, desfrutam de um excelente nível de vida, em contraponto com os dos países com raízes religiosas diferentes.
Não posso nem quero escrever sobre as religiões não-cristãs e pessoalmente advogo que a religião cristã em si mesma, não produz nem riqueza nem pobreza, até porque a religião é coisa do ser humano e não de Deus. Por outro lado e pensando no relacionamento entre o Criador e as suas criaturas, através de Jesus, acredito que num mundo despido de interesses egoístas, todos os seres cristãos seriam prósperos. Muitos desconhecem que nos livros (AT na Bíblia) santos do judaísmo, existem normas para evitar a pobreza.
Também acredito que “buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça e todas as outras coisas vos serão acrescentadas” conforme Jesus ensinou é algo real. Mesmo que a minha vida ainda não tenha “todas as outras coisas”, não é motivo para que não defenda a tese. As grandes disparidades económicas nas sociedades modernas e nomeadamente nos países ditos cristãos, resultaram da promoção da ignorância por certas lideranças religiosas. Será que Deus é culpado?
Você prezado leitor responda por favor. Não se iluda com as palavras de alguns, porque eles não querem nem saber de você. Procure saber se as palavras se acertam com os comportamentos e então decida por você mesmo. Porque será que os judeus são pessoas de sucesso e até abençoadas? Qual é o segredo? Será que é a religião chamada de judaísmo? Ou será que é o Deus de Abrãao? E onde fica Jesus na causa? Ele falou que “os pobres sempre os tereis convosco”.
Pois é, a coisa agora piorou mesmo. Foi uma predição de Jesus ou uma determinação? Não concordo com a pesquisa da Gallup acima referida, até porque é errada na sua base, mas sinto que precisamos refletir mais sobre o assunto. A sociologia e as filosofias são válidas para a nossa vida como cidadãos terrestres. Religião, pobreza, riqueza, fanatismo, ateísmo e muitas outras coisas mais vão terminar um dia. A questão é o após.
Será que existem céu e inferno? Será que existe vida depois da morte? Será que os pobres do mundo irão ser ricos numa próxima vida? Será que os ricos irão ser penalizados no além? Eu entendo que o sucesso financeiro difere e muito da verdadeira felicidade, mas defendo que todo o cristão pode e deve ser próspero, principalmente ao nível espiritual. Não se deixe confundir, lute pelos seus sonhos e viva feliz na Terra, com os olhos no céu, por Cristo, com Cristo e em Cristo.
Wednesday, September 29, 2010
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